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Os robôs autônomos poderiam construir uma base na lua?

Aug 18, 2023Aug 18, 2023

Os robôs autônomos poderiam desempenhar um papel crucial na construção de uma base lunar, que seria indispensável para sustentar a atividade humana.

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Uma equipe de pesquisadores, incluindo membros da Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial (JAXA), demonstrou pela primeira vez como pequenos robôs poderiam ser usados ​​para construir uma base lunar. Durante a demonstração, os robôs autônomos trabalharam juntos com notável precisão.

A competição global para expandir as atividades humanas para além da Terra entrou agora numa nova fase: concentrar-se no que acontece após a aterragem.

A JAXA é uma agência parceira do ambicioso programa Artemis, liderado pela NASA. O programa pretende devolver os astronautas à superfície lunar em 2025, marcando o primeiro pouso tripulado na Lua em meio século.

Contudo, a visão do programa vai além deste marco. Ele prevê uma base lunar que tornaria possível a atividade humana sustentada. Esta instalação teria vários usos, incluindo extração de recursos e atuação como ponto de retransmissão para a exploração marciana.

A base também salvaguardaria o bem-estar humano e garantiria o armazenamento adequado de materiais no desafiador ambiente lunar, onde a intensa radiação cósmica representa riscos tanto para os seres humanos como para os suprimentos.

No entanto, grandes máquinas de construção usadas na Terra seriam impraticáveis ​​na Lua devido a dificuldades de transporte e manutenção.

Para enfrentar este desafio complexo, uma equipa de investigação japonesa composta por aproximadamente 20 organizações, incluindo a JAXA e a Universidade de Tóquio, optou por uma abordagem diferente.

A equipe recorreu a pequenos robôs para engenharia civil inovadora e eficiente na Lua. Esses robôs podem colaborar de forma autônoma, aproveitando a tecnologia de IA para reduzir a necessidade de intervenção humana constante.

A demonstração fez parte do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento Moonshot do Japão, iniciado em 2019. O objetivo é criar um protótipo do sistema até 2025 e alcançar a implementação prática até 2050. A apresentação no Campus JAXA Sagamihara em Sagamihara serviu como relatório de status do projeto.

A demonstração ocorreu no Campo de Exploração Espacial dentro das Instalações Avançadas para Exploração Espacial no campus Sagamihara. Para replicar a superfície lunar, a área foi coberta com areia para parecer dunas.

O objetivo principal da demonstração era mostrar como os robôs poderiam preparar a superfície lunar. Esses robôs medem cerca de 1 metro quadrado (11 pés quadrados) e pesam 50 quilogramas (110 libras). Isso os torna fáceis de transportar em veículos de exploração.

Após pousar na Lua, a primeira tarefa seria avaliar o ambiente para a construção de uma base. Durante a demonstração, o robô automático de investigação de solo da Universidade Keio desempenhou um papel vital. O robô compacto de quatro rodas explorou a área ao redor do local de pouso, coletando dados através da execução de um dispositivo de medição ao longo da superfície lunar em intervalos regulares.

Ao coletar dados sobre dureza superficial e outras características geológicas, criou um padrão semelhante a uma malha na areia. Na Lua, este robô ajudaria a identificar o local mais adequado para a construção da base.

Além disso, as crateras na Lua poderiam impedir o processo de construção. Durante o experimento, um robô com design semelhante ao robô de investigação do solo colocou pequenos sacos em um buraco que havia detectado. Esse robô seria responsável por utilizar sacos de areia para preencher as crateras.

Depois disso, outro robô, desta vez com quatro rodas, pressionou e endureceu o solo como um rolo-compactador. Um robô semelhante a uma escavadeira também ajudou a suavizar a superfície.

Os robôs também podem encontrar avarias ou obstáculos que dificultem o seu movimento. Para resolver esta preocupação, o robô de quatro rodas desenvolvido pelo Kyushu Institute of Technology possui uma manobra especial para se libertar quando preso.

Durante a demonstração, uma das quatro rodas do robô ficou presa. Mas as quatro pernas do robô, que sustentam as rodas, podem se mover como minhocas. Ao repetir esta ação, o robô conseguiu se libertar do solo macio.